Oficinas

Cada oficina terá duração de 8h e acontecerá no dia 15 de junho.

Produção de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC

Marina Oliveira Lélis Viana (UFPI)  e Francisca Verônica Araújo Oliveira (UFPI)

No Brasil, a produção de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC é uma exigência presente em vários cursos de graduação e pós-graduação. Dessa forma, para a obtenção do diploma de graduado, por exemplo, o discente precisa escrever uma monografia ou um artigo científico. Entretanto, diversos estudos revelam que, geralmente, não é cobrado do estudante, no decorrer da graduação, uma produção científica efetiva, o que se reflete em uma insegurança no momento de produzir um trabalho monográfico, ou seja, a falta de experiência com a leitura, escrita e o desconhecimento das normas e práticas realizadas no domínio acadêmico faz com que os alunos tenham grandes dificuldades, visto que, em alguns casos, o primeiro contato do graduando com a escrita acadêmica é durante a produção do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC. Embora as pesquisas acadêmicas tenham crescido nos últimos anos, algumas universidades ainda não estimulam sistematicamente a produção científica, sejam através da consolidação de grupos de pesquisa, apresentações de trabalhos em eventos ou publicações em periódicos. Diante desse contexto, considerando a produção do TCC como uma atividade importante e necessária para a esfera acadêmica, e que para produzir um gênero não devemos valorizar apenas a sua forma, pois conhecer a estrutura de determinado texto não é condição suficiente para que um indivíduo possa utilizá-lo adequadamente, trataremos nesta oficina acerca dos fatores textuais, situação, papeis sociais dos sujeitos envolvidos e propósitos comunicativos relacionados à elaboração do TCC. Nesse sentido, propomos discutir questões referentes à produção acadêmica que possam auxiliar no entendimento do gênero TCC pelos estudantes de graduação, os quais ainda são membros iniciantes da comunidade acadêmica.

Elaboração de Projeto de Pesquisa

Emanoel Barbosa de Sousa (UFPI/UFC) e Beatrice Nascimento Monteiro (UFPI)

Esta oficina tem por objetivo discutir e refletir sobre as características da elaboração do gênero projeto de pesquisa. Com isso, pretendemos tanto contribuir para o aprimoramento da escrita relacionada a esse gênero quanto desmistificar práticas um tanto obscuras que o circundam, principalmente no que diz respeito à falta de acesso a projetos de pesquisa efetivamente realizados e a suas características formais e funcionais. Para realizarmos esta pesquisa, utilizamos reflexões promovidas por Bakhtin (1997 [1979]) a respeito do conceito de gênero discursivo e a respeito das esferas de atividade humana. Elencamos também outros autores que tratam do conceito de gêneros numa perspectiva sociorretórica encabeçada por Miller (2009), que traz a noção de gênero como ação social e uma ampla discussão a respeito dos elementos que contribuem para o funcionamento social dos gêneros, como, por exemplo, a noção de comunidade retórica; Bazerman (2005), com a noção de tipificação que articula a situação retórica às práticas linguísticas e aos sistemas de gêneros; Devitt (2004), que trata de aspectos discutidos por Miller, mas enfatiza a importância do indivíduo para o funcionamento dos gêneros; Swales (1990), que aborda aspectos relacionados ao propósito comunicativo, à comunidade discursiva e à organização retórica dos gêneros. Trazemos também a contribuição de Hyland (2004), que observa as práticas linguísticas na identificação de grupos e culturas disciplinares no interior da comunidade acadêmica. Partiremos das noções de metodologia de pesquisa, para em seguida adentrarmos no gênero acadêmico projeto de pesquisa, observando os apontamentos de manuais de elaboração desse tipo de projeto e de que maneira esses apontamentos são efetivamente realizados ou não nos projetos de pesquisa de alunos de Letras. Abordaremos tanto aspectos relativos à estruturação formal e funcional de cada uma das seções típicas desse gênero, quanto à situação retórica que o envolve. Assim, contribuiremos para um maior conhecimento sobre a produção de gêneros acadêmicos, em especial do gênero projeto de pesquisa, visando a um maior esclarecimento sobre a escrita de projetos e sobre as expectativas que envolvem esse gênero.

Elaboração de Material Didático

Francisco Alves Filho (UFPI) e Lafity dos Santos Alves (IDB)

O objetivo desta oficina é auxiliar profissionais de educação e pensar e elaborar materiais didáticos (projetos de leitura, propostas de produção de texto e exercícios de gramática) tomando por parâmetro teorias de gêneros textuais, teorias de leitura e parâmetros curriculares. O princípio de base que orientará os trabalhos é a ideia de que leitura, escrita e gramática são atividades interdependentes e mutuamente influentes. Além disso, as propostas didáticas serão pensadas levando em conta as especificidades dos gêneros textuais e buscarão associar os aspectos formais aos aspectos semânticos.

Apresentação de Trabalhos em Eventos Científicos

Bruno Diego de Resende Castro (UFC) e Leila Rachel Barbosa Alexandre (UFPI/UFMG)

A apresentação de trabalhos em eventos acadêmicos é uma prática com a qual muitos têm dificuldade, seja por timidez, por falta de prática ou até mesmo pela ausência de orientações especificas para esse tipo de comunicação oral. Diante dessa realidade, essa oficina tem o objetivo de indicar os principais aspectos, sob um viés estratégico, que contribuem para uma apresentação eficaz de trabalhos acadêmicos em eventos científicos, além de fornecer instruções básicas sobre recursos tecnológicos que podem ajudar na execução dessa atividade. É importante salientar que não se trata de orientações prescritivas ou deterministas que devem ser aplicadas sem observar o contexto específico. Trata-se de uma oficina em que se objetiva a promoção de reflexões sobre as diferentes maneiras como os trabalhos acadêmicos são apresentados de forma oral nos eventos científicos, indicando características recorrentes em cada tipo de apresentação e o que a comunidade acadêmica espera dessa atividade. Nesse sentido, a oficina terá como foco estratégias de organização da apresentação e de utilização de recursos tecnológicos (como os slides) para apoiá-la.

Prática de Redação Oficial

Mery Ruth Lustosa Torres (SEFAZ-PI)

O objetivo desta oficina é promover algumas reflexões sobre os gêneros da Redação Oficial que circulam nas instituições públicas da esfera federal, estadual e municipal, de acordo com o que preconizam os Manuais de Redação oficial que normatizam os atos e comunicações internas e externas das organizações governamentais, identificando as normas gerais e específicas para a redação desses gêneros, bem como, a relação entre os aspectos estruturais e conteudísticos desses documentos. Sabemos que, no mundo do trabalho, os documentos normalmente seguem (ou deveriam seguir) um padrão regularizado de organização escrita regulamentada pelo Manual de Redação Oficial da Presidência da República, que considera a redação dos textos oficiais como “a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações” (BRASIL, 2002, p.4), e ainda que “a redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade” (BRASIL, 2002), fundamentos decorrentes da Constituição Federal, no seu artigo 37. Esses aspectos são considerados relevantes para manter uma boa imagem da instituição, tendo em vista que os elementos contextualizadores, o leiaute, a aparência, o visual e a formatação exercem papel relevante na valorização do conjunto do documento (ZANOTO, 2009). Nesta oficina, trataremos mais detalhadamente sobre ofício, por ser este um gênero de maior circulação nas atividades administrativas públicas e privadas. O ofício segue algumas normas pré-estabelecidas no Manual de Redação Oficial da Presidência da República e, também, em outros manuais de redação existentes no mercado editorial e, ainda aqueles que normatizam a comunicação oficial em estados, municípios, assembleias, etc.. Todos eles trazem, como necessidade primordial, o emprego de forma (estrutura) padronizada e nível de linguagem específica dos atos e comunicações oficiais que decorre, de um lado, do próprio caráter público e, do outro, de sua finalidade, pois tais comunicações, em sua maioria, informam regras e normas e ou assuntos que são de interesse dos cidadãos brasileiros, relacionados diretamente aos seus direitos e deveres. Neste cenário, entendemos que os usuários dos gêneros da correspondência oficial devem buscar novos caminhos e ampliar os já trilhados para alcançar eficácia na correspondência oficial, tendo em vista que o texto público é de interesse coletivo, portanto, deve ser compreendido por todo e qualquer cidadão brasileiro.

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