Simpósios Temáticos

SIMPÓSIO TEMÁTICO 1

GÊNERO TEXTUAL E MÚLTIPLAS LINGUAGENS: DESAFIOS E POSSIBILIDADES NAS PRÁTICAS ESCOLARES

Coordenação: Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI/PROFLETRAS/MESTRADO ACADÊMICO EM LETRAS) e  Shirlei Marly Alves (UESPI/PROFLETRAS)

No contexto escolar brasileiro ainda há fortes marcas da tradição do ensino de língua materna, muitas vezes sendo priorizado um trabalho com a leitura e a escrita desvinculado das práticas sociais de usos da linguagem, mantendo-se, geralmente, o privilégio da norma padrão. Esse quadro, porém, vem se modificando com o desenvolvimento das pesquisas linguísticas, as quais dão subsídios para se repensar o ensino de língua, destacando-se os estudos do texto, que contribuíram para elucidar as dinâmicas envolvidas nas atividades linguageiras para além do estritamente normativo.  Nesse sentido, no final da década de 1990, os Parâmetros Curriculares Nacionais e, atualmente, a Base Nacional Comum Curricular orientam para a abordagem da língua em uso, em correlação com outras linguagens, na configuração de textos orais, escritos e multimodais. Privilegia-se o texto como objeto de estudo, tendo-se como referências os usos sociais. Nesse sentido, Schneuwly e Dolz (2004) enfatizam que o gênero funciona como meio de articulação entre práticas sociais de linguagem e os objetos escolares, envolvendo o oral, o escrito e, acrescentamos, o multimodal. Tais concepções configuram um ensino de língua materna calcado nos diversos gêneros, fortalecendo-se, assim, no trabalho escolar, a vida em sociedade.  Nessa perspectiva, o objetivo deste simpósio é reunir pesquisas sobre os gêneros textuais (orais, escritos, multimodais) e sua relação com o ensino-aprendizagem na Educação Básica, dando visibilidade aos estudos sobre gêneros e suas contribuições para o desenvolvimento de competências relacionadas à leitura e à produção textual. Primando pela heterogeneidade das correntes de estudo, serão aceitos trabalhos de pesquisa que tenham como escopo os princípios teórico-metodológicos do interacionismo sociodiscursivo, da sociossemântica, da sociorretórica e de outros relacionados à temática do simpósio.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 2

ENSINO DE LÍNGUA MATERNA E ESTRANGEIRA BASEADO EM GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS

Coordenação: John Hélio Porangaba de Oliveira (UNICAP) e Maria Ladjane dos Santos Pereira (UNICAP)

As produções de gêneros da linguagem constituem características de letramentos acadêmicos. Essas produções são requeridas para o ensino superior como parte do processo de desenvolvimento do estudante, professor e pesquisador no universo acadêmico. Atualmente no cenário do ensino superior percebemos um desafio ao conhecimento existente quando surge um ensino baseado em gêneros textuais/discursivos, pois diferentes são as definições de gêneros, suas abordagens e os modos de estudo e ensino. Mas, em todas as diferenças, há um ponto em comum, todas veem texto e contexto como aspectos importantes para análise, estudo e ensino de gêneros específicos seja no ensino superior. Assim, as necessidades de ensino baseado em gêneros são grandes e pensando nisso, este Simpósio Temático tem por objetivo convidar você aluno, professore e pesquisador da graduação e da pós-graduação para participar deste Simpósio com um trabalho de pesquisa sobre qualquer assunto relacionado à leitura, escrita e oralidade que se relacionem com os seguintes tópicos: 1) Ensino explicito como processo de produção da linguagem em gêneros; 2) Inter-relações entre gêneros; 3) Relações entre texto e contexto com ênfase na produção escrita de gêneros; 4) Leitura, oralidade e escrita com foco nos letramentos acadêmica; e 5) Aspectos retóricos, linguístico-gramaticais e contextuais como facilitadores analíticos e de aplicação ao ensino e aprendizagem na compreensão da leitura e escrita em contextos específicos.

Palavras-chave: Ensino de Línguas; Letramentos Acadêmicos; Gêneros; Escrita na Universidade; Ensino Explicito.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 3

Análise sociorretórica de gêneros textuais acadêmicos a partir da descrição de culturas disciplinares

Nícollas Oliveira Abreu (PosLA/UECE)
Dawton Lima Valentim (PosLA/UECE)

A Análise de Gêneros Textuais/Discursivos se consolidou por meio de  pesquisas sobre a linguagem que demonstram um forte interesse nos processos de produção e compreensão de gêneros textuais/discursivos, uma vez compreendidos como fundamentais para a realização de práticas sociais, com investigações voltadas tanto a âmbitos acadêmicos como profissionais. Ainda que possa ser aplicada a diversos contextos, é na análise de gêneros textuais acadêmicos que a vertente sociorretórica (SWALES, 1990) mais inspira pesquisas, apresentando-se como uma perspectiva de estudo e descrição de gêneros por meio da qual pesquisadores e pesquisadoras têm se debruçado sobre os gêneros produzidos e entendidos pelos grupos sociais que os constroem, com destaque para trabalhos de descrição esquemática de movimentos e passos retóricos por meio da Metodologia CARS, que, em 2020, completa 30 anos. Partindo dessa asserção, têm-se observado estudos que visam construir um percurso analítico ainda mais específico do contexto acadêmico, aliando a análise sociorretórica de gêneros típicos de tal esfera da atividade humana à descrição das culturas disciplinares (HYLAND, 2000) em que estão inseridos, são produzidos e compreendidos, uma vez que uma cultura disciplinar constrói e reconhece os gêneros acadêmicos a partir de características próprias do âmbito científico, tais como práticas discursivas disciplinares e crenças epistêmicas. Nesse sentido, este simpósio busca reunir trabalhos de análise e descrição de gêneros acadêmicos que aliem a perspectiva sociorretórica à descrição das culturas disciplinares que constituem a academia, sendo bem-vindos estudos que tratem tanto de questões de natureza teórica como de caráter metodológico. Desse modo, convidamos para esse debate pesquisadores e pesquisadoras que tenham desenvolvido ou estejam desenvolvendo estudos a partir dessa articulação teórica, posto que acreditamos que as pesquisas que forem propostas a este simpósio temático possam contribuir para a iniciação de novos membros em práticas de letramento acadêmico de suas respectivas culturas disciplinares.

Palavras-chave: gêneros acadêmicos. Sociorretórica. Culturas disciplinares.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 4

GÊNEROS DISCURSIVOS: COMPREENSÕES PELO OLHAR DA ANÁLISE DE DISCURSO

Coordenação: João Benvindo de Moura (UFPI/NEPAD) e
Maraisa Lopes (UFPI/NEPAD)

Todos os campos da atividade humana estão ligados ao uso da linguagem e o emprego da língua efetua-se em forma de enunciados orais e escritos, proferidos pelos integrantes desse ou daquele campo da atividade humana. Tais enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada campo referido, por seu conteúdo, estilo de linguagem e por sua construção composicional, e, estes três elementos, por sua vez, estão ligados ao todo do enunciado e são determinados pela especificidade de um dado campo da comunicação. Segundo Bakhtin (1995/2006), cada enunciado é individual e cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais são denominados gêneros do discurso. Para ele, os gêneros do discurso são dotados de grande riqueza e diversidade, funcionando na relação entre a história da sociedade e da língua. Compreender a língua fazendo sentido, enquanto trabalho simbólico, parte do trabalho social geral, constitutivo do homem e de sua história é foco da Análise de Discurso. A Análise de Discurso concebe a linguagem enquanto mediação necessária entre o homem e a realidade natural/social, base da produção da existência humana. Assim, este simpósio tem por objetivo congregar trabalhos que visem compreender os funcionamentos próprios aos mais diversos gêneros discursivos que circulam em nossa sociedade a partir dos dispositivos teórico-analíticos da Análise de Discurso em suas diferentes vertentes. 

Palavras-chave: Gêneros discursivos. Análise de Discurso. Produção de sentidos.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 5

ESTUDOS DO TEXTO: ASPECTOS TEÓRICOS E ANALÍTICOS

Coordenação: Marcos Helam Alves da Silva (UESPI) e Héberton Mendes Cassiano (SEDUC/CE)

O propósito deste simpósio centra-se na necessidade de apresentar aspectos da pesquisa em Linguística realizada por algumas de suas ramificações: a Linguística do Texto, doravante LT. Assim, nosso objetivo com esta proposta é congregar e debater estudos em LT, enfocando, em especial, nos principais desafios oriundos de sua atual conjuntura como área de pesquisa, sobretudo, no sentido de sua aplicação ao ensino. A LT, tal como afirma Bentes (2012), constitui-se como uma área de grande esforço teórico que contempla perspectivas e métodos diferenciados para a sua construção. Assim, o objetivo da LT é esmiuçar os diversos processos que estão presentes no texto e em sua construção de sentidos. Ao longo dos anos, a LT vem aperfeiçoando suas pesquisas, métodos e categorias de análise sobre o texto e tem encarado, também, o desafio de estabelecer propostas para analisá-lo, tarefa nada fácil para um objeto tão completo. Se as pesquisas desenvolvidas em LT, por muito tempo, focaram em aspectos como coesão e coerência, hoje, abarcam um universo enorme de possibilidades com temas como a Referenciação, a Intertextualidade, a Argumentação, a Multimodalidade, entre outros, que se fazem constar na agenda atual e que trazem a ela o desafio de explicar como, através dos textos e seus fenômenos, se dá o funcionamento da linguagem. Dada essa configuração, como já pontuado, nosso interesse neste simpósio é congregar estudos voltados ao campo do texto e, em especial, estudos que buscam na LT suas bases para melhorar o processo de ensino-aprendizagem em Língua Portuguesa.

Palavras-chave: Texto. Métodos de Análise. Ensino de Língua Portuguesa.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 6

ESFERA, COMUNIDADES, CULTURAS E GÊNEROS ACADÊMICOS: UM OLHAR MÚLTIPLO SOBRE AS PRÁTICAS LINGUÍSTICAS NA UNIVERSIDADE  

 Coordenação: Carolina Aurea Cunha Rio Lima (UFPI/Cataphora)
Emanoel Barbosa de Sousa (UFPI/Cataphora)

Este simpósio tem por objetivo promover discussões acerca das práticas acadêmicas que se encontram refletidas nos gêneros acadêmicos. Tendo em
vista que as pesquisas sobre gêneros acadêmicos se encontram em franco desenvolvimento no Brasil e que estas possibilitam uma reflexão sobre o fazer científico, consideramos importante que os resultados de pesquisas desenvolvidas e em desenvolvimento sejam discutidos na comunidade acadêmica. Então, promoveremos discussões sobre como as características linguísticas e extralinguísticas estão imbricadas na composição dos gêneros acadêmicos, refletindo ainda sobre a produção, a leitura e a função social do gênero, que são opções para elaboração de trabalhos nesta área. Em razão de o estudo de práticas acadêmicas poder ocorrer com a utilização de diversos pontos de vista teóricos, não fazemos aqui nenhuma restrição quanto a este aspecto. Para o atendimento do objetivo mencionado inicialmente para este simpósio, sugerimos para as comunicações algumas questões que estão contempladas em nosso horizonte de discussão: relação entre esfera acadêmica, comunidade discursiva (acadêmica), comunidade discursiva disciplinar e gêneros; implicações das características de comunidades discursivas no emprego efetivo de gêneros acadêmicos; relação entre as características formais do gênero e o contexto acadêmico; gênero acadêmico: produção, leitura e ensino; função(ões) da organização retórica de determinado gênero; a influência da cultura acadêmica ou da cultura disciplinar no funcionamento dos gêneros, dentre outras. Acreditamos que as discussões deste simpósio podem contribuir para a área de estudo de gêneros, em especial aos gêneros utilizados na academia, promovendo debates sobre a teoria e os métodos utilizados, difundindo diagnósticos sobre o que a comunidade espera dos produtores desses gêneros, bem como criar um ambiente de interação e compartilhamento de experiências e resultados de pesquisas desenvolvidas por nós e nossos colegas de área sobre essa temática.

Palavras-chave: Esfera acadêmica, Comunidade acadêmica, Culturas
acadêmicas, Gêneros acadêmicos.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 7

ENSINO DE GÊNEROS TEXTUAIS/DISCURSIVOS À LUZ DA BNCC: EXPERIÊNCIAS E REFLEXÕES

Coordenação: Beatrice Nascimento Monteiro (UESPI)
 Francisca Verônica Araújo (IDB)

Desde os PCN’s (BRASIL, 1998), o enfoque na abordagem de gêneros textuais/discursivos no ensino de língua portuguesa já fazia parte das diretrizes curriculares nacionais. Contudo, com os novos parâmetros trazidos pela BNCC (BRASIL, 2019), a qual traz um currículo mínimo a ser adotado pelas escolas, podemos dizer que este foco no ensino de gêneros ganhou um nova faceta através da descrição mais detalhada das habilidades a serem trabalhadas para cada gênero feita pela Base, bem como pela diversificação das práticas textuais abordadas, abrangendo textos digitais, orais, multimodais, entre outros. Tendo em vista este cenário de transição, o qual traz para o ensino de língua portuguesa novas propostas e desafios, convidamos professores, estudantes e pesquisadores a apresentarem discussões referentes à abordagem dos gêneros textuais-discursivos nas aulas de língua portuguesa. As propostas para comunicação podem corresponder a análises e reflexões acerca de materiais didáticos de língua portuguesa, propostas curriculares ou do próprio texto da BNCC, assim como narrativas de experiência docente e/ou sequências didáticas que coloquem em prática as habilidades propostas pela Base no ensino de gêneros. Nosso objetivo é promover um espaço de discussão sobre a temática proposta, englobando diferentes trabalhos que possam dialogar de modo a contribuir para a prática docente e, consequentemente, o ensino-aprendizagem de língua portuguesa.

Palavras-chave: Gêneros Textuais/Discursivos; BNCC; Ensino de Língua Portuguesa.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 8

INTERFACES ENTRE ESTUDOS LINGUÍSTICOS DE LIBRAS E TEXTO, GÊNERO E DISCURSO

Coordenação: Maria Lourdilene Vieira Barbosa (UFPI/Cataphora)
Valdeny Costa de Aragão Campelo (UFPI)

Considerando que o evento Cogite (Colóquio sobre Gêneros e Textos) incentiva a reflexão sobre múltiplos olhares de texto, gênero e discurso, a proposta deste simpósio é promover um espaço de discussão entre pesquisadores, docentes, discentes e profissionais em geral que refletem a Língua Brasileira de Sinais sob um viés linguístico. As características das línguas de sinais permitem identificá-las com as demais línguas naturais, segundo Karnopp e Quadros (2007), uma vez que uma língua natural promove uma realização específica da faculdade de linguagem, com um sistema abstrato de regras finitas, que permitem a produção de um número ilimitado de enunciados. Entendemos que, ao se pensar a Libras do ponto de vista da ciência Linguística, na atualidade, é preciso se considerar as noções de texto, gênero e discurso, uma vez que se trata de noções que permeiam boa parte das pesquisas sobre língua/linguagem. A utilização efetiva do sistema linguístico de uma língua viso-espacial, com um fim social, permite a comunicação entre os sujeitos, que se dá por meio de situações concretas de utilização dessa língua. Logo, a comunicação por meio da Libras, por exemplo, dá-se, fundamentalmente, através da produção de textos sinalizados, que, semelhantemente às línguas orais, participam de gêneros textuais e são permeados por discursos. Karnopp e Quadros (2007) argumentam que as palavras faladas representam para as línguas orais o que as palavras sinalizadas representam para as línguas de sinais, de modo que os enunciados produzidos em línguas de sinais são representáveis em termos de uma sequência dessas unidades e se organizam seguindo as regras específicas do sistema linguístico a que pertencem. Os sinais não são imagens, mas símbolos abstratos complexos, com uma complexa estrutura interior, de organização e de combinação na comunicação efetiva. Cada sinal apresenta pelo menos três partes independentes, que são a localização, a configuração de mãos e o movimento, sendo que cada parte possui um número limitado de combinações. Neste simpósio, serão aceitos trabalhos que discutam aspectos linguísticos da Libras, voltados, especialmente, para a interação entre os sujeitos, incluindo a aplicação e a proposição de metodologias de ensino de Libras como L1 e/ou como L2 nas escolas.

Palavras-chave: Libras. Estudos Linguísticos. Texto. Gênero. Discurso.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 9

A INTERFACE TEXTO E GRAMÁTICA: O ENSINO DE LÍNGUA COMO PRÁTICA CIENTÍFICA

Coordenação: Maria de Jesus Torres Medeiros (UFPI/PPGEL)
Meryane Sousa Oliveira (UFPI/PPGEL)
Raimunda da Conceição Silva (UFPI/PPGEL)

O ensino de língua materna no Brasil é um tema que suscita inúmeros debates no meio acadêmico, principalmente, no que diz respeito ao lugar do componente gramatical nas aulas de análise linguística. Isso porque, mesmo depois de vários anos de vida escolar, o aluno não consegue desenvolver, de maneira satisfatória, outras habilidades, como a de leitura e escrita. Além disso, são poucos aqueles que conseguem, nas mais diversas situações comunicativas, utilizar a língua na modalidade que lhes é exigida, sobretudo na modalidade padrão da Língua Portuguesa. Sendo assim, faz-se necessário refletir sobre as práticas pedagógicas que permeiam as aulas de língua materna, com o intuito de reavaliar a pertinência da manutenção do componente gramatical como elemento central das aulas de Língua Portuguesa. Para tanto, é preciso considerar as propostas apresentadas nos documentos oficias que balizam o ensino de língua em todo o país, como os PCN (1998) e a BNCC, homologada em 2017. No geral, esses documentos preconizam que a escola deve desenvolver atividades de ensino que aprimorem no aluno as habilidades de leitura e escrita, a fim de que ele seja capaz de atuar nas mais diversas práticas sociais. Nesse sentido, o objetivo deste simpósio é discutir, apresentar e refletir a respeito de propostas que busquem alternativas metodológicas para o melhoramento do ensino de língua no Brasil, a partir da interface entre texto e gramática, além de ser um espaço para divulgação de trabalhos e pesquisas que versem sobre a temática proposta. Serão aceitos, pois, trabalhos que contemplem práticas de leitura e escrita, reconhecendo estruturas formais e utilizando-as, sempre visando à produção do texto oral ou escrito. O simpósio não priorizará uma única linha teórica, assim, serão aceitas propostas relacionadas ao estudo do texto em interface com conteúdos gramaticais que podem, inclusive, incluir uma perspectiva historiográfica desses estudos.

Palavras-chave: Ensino de língua materna. Gramática. Texto..

SIMPÓSIO TEMÁTICO 10

PRÁTICAS DE LETRAMENTO EM AMBIENTES DIGITAIS

Coordenação: Leila Rachel Barbosa Alexandre (UFPI/Cataphora)
Tâmara Lyz Milhomem de Oliveira (IFPI)

Sabemos que o processo de letramento é construído de múltiplas etapas e dimensões, nas quais autor, texto e leitor, imbricados em configurações, sociais, culturais e contextuais, mobilizam habilidades e utilizam estratégias para dar conta de seus objetivos. Entretanto, considerando a profusão de práticas de leitura e escrita realizadas em ambiente digital para atender aos mais diversos propósitos comunicativos e demandas sociais, entendemos ser necessário divulgar e discutir pesquisas que tenham esse foco para conhecer e entender as características específicas das práticas de letramento realizadas nesse ambiente, bem como suas diferenças e semelhanças em relação às práticas realizadas em ambiente não-digital. Por isso, este simpósio tem como objetivo reunir trabalhos que tratem: de implicações sociais, ideológicas e pragmáticas das práticas de letramento digital; de aspectos relacionados aos letramentos digitais e suas interfaces com outros tipos de letramentos; de habilidades e estratégias de leitura e escrita mobilizadas em ambiente digital; de relações de semelhança e diferença entre práticas de leitura e escrita em ambientes digitais e não-digitais; de leitura e pesquisa em múltiplas fontes; da relação entre procedimentos de leitura e de navegação; de práticas de letramento que envolvam gêneros digitais. Serão bem-vindos trabalhos guiados por diversas abordagens teóricas que lidem com os conceitos de letramento, letramento digital e/ou multiletramentos, dentre outros relacionados ao escopo da proposta do simpósio.

Palavras-chave: Letramento digital. Leitura e escrita. Ambiente digital.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 11

Ensino de gêneros: a prática docente em sala de aula

 Coordenação: Camila Rayssa Barbosa da Silva (PPGeL_UFPI/CATAPHORA)
 Láfity dos Santos Alves (PPGeL_UFPI/CATAPHORA/IDB)

Muitos dos estudos sobre gêneros são configurados por diferentes enfoques
teóricos: vinculação às práticas dos sujeitos em diferentes situações de uso da linguagem, enfoque no texto e na sua materialidade linguística, bem como foco no discurso ideológico resultante das práticas de linguagem dos sujeitos em suas ações sociais. Muitas pesquisas têm abordado amplamente na análise de gêneros pressupostos teóricos fundamentados em Bakhtin (1997), Dolz e Schneuwly (1999), Bronckart (1999), Bazerman (2005), Miller (2009), Bathia (2009), Swales (2004), entre outros. E, sabendo que são várias as vertentes que nos remetem à importância da utilização dos gêneros em nossas práticas sociais, cabe, portanto, às instituições de ensinos e aos professores utilizarem-se dos gêneros como elemento facilitador no processo de ensino e aprendizagem de uma ação sócio-discursiva na escola. Nesse sentido, este simpósio pretende ser um espaço para divulgação de trabalhos que versam sobre a leitura e/ou escrita de gêneros no âmbito da esfera escolar, bem como de resultados de pesquisas que versam sobre as práticas de escrita de gêneros na esfera acadêmica. O simpósio não priorizará uma única vertente teórica de estudo dos gêneros, de modo que serão bem-vindas propostas que se situem ou façam uso de princípios teórico-metodológicos da Nova Retórica, do sociointeracionismo discursivo, dos estudos bakhtinianos e/ou da abordagem das Tradições Discursivas, concebida pela Filologia Românica alemã.

Palavras-chave: Leitura. Escrita. Gêneros. Esfera escolar. Esfera acadêmica.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 12

Escrita e leitura em contextos de (sens)ações para comunicar e atuar no século XXI

Coordenação: Maria Angélica Freire de Carvalho (PPGeL – UFPI)
 Raimunda Gomes de Carvalho Belini (IFPI – PPGeL – UFPI)

O texto, em feições e estilos diversos, porta a realidade do homem na língua e espelha acontecimentos e evolução sociais. Atrelado ao tempo e à história do homem, o texto se renova, pois, em configuração e conceito, é o que se percebe com os avanços tecnológicos que se vislumbram multiformes em (sens)ação. Partindo desses pressupostos, é fundamental pensarmos o texto
em seus múltiplos formatos e linguagens, observando os processos de leitura e de escrita em diversos contextos e em ambientes escolares. Essa complexidade em que se mostram os textos e se pratica leituras, nos vários ambientes, especialmente do ensino, é tratada com atenção na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2018), que parte do pressuposto de um aluno-leitor integrado à cultura digital, que se comunica por meio de modalidades plurais de linguagem. É esse o sujeito na e da escola, de quem se exigem novos e diferentes modos de ler e de interagir. Essas ideias contextualizam e estabelecem o esteio de fundamentos teóricos e metodológicos que assumem a língua imersa em um sistema histórico, político, cultural, social, e o texto como fruto de sua realização, sendo elo entre o homem e o outro no mundo. É o princípio fundador das linguísticas discursivas, a exemplo da Análise do Discurso (AD), da Linguística Textual (LT) e da Semântica de textos. A título de fomentar debates, fortalecer teorias e compartilhar avanços metodológicos, abrimos um espaço para estudos e práticas sob tais alinhamentos conceituais que abordem o texto e a leitura como objeto de investigação. Para tanto, ensejamos abrigar no Simpósio “Leitura e escrita em contextos de (sens)ações para comunicar e atuar no século XXI” reflexões teórico-metodológicas sobre texto e leitura na perspectiva de produção de sentidos circulantes para atuação social na esteira das diversidades.

Palavras-chave: Cultura digital. Texto. Leitura. Compreensão. Ensino.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 13

GÊNEROS  DISCURSIVOS:  práticas de leitura e de escrita na mídia impressa e digital

Coordenação: Eliane pereira dos Santos (UFMA) e Valdulce Ribeiro Cruz (Anhanguera)

O presente simpósio objetiva promover discussões acerca do ensino de gêneros na Educação Básica, a partir de diferentes concepções teóricas. Muitas pesquisas relacionadas a gêneros discursivos e ensino têm sido desenvolvidas. Embasados nisso, consideramos relevante  dialogar com essas pesquisas, contemplando tanto gêneros impressos, quanto gêneros digitais nas atividades de leitura e produção textual. Partimos do pensamento de Bakhtin (2015 [1934-1936]) sobre a ideia de estilística do gênero, segundo o qual o gênero deve ser o fio condutor do estudo sobre linguagem. Considerando as muitas transformações ocorridas nas práticas de linguagem como o advento das mídias digitais, pensamos ser de suma importância discussões que contemplem não apenas gêneros impressos, mas também os gêneros digitais das diferentes esferas da comunicação: cotidiano, jornalística, literária, etc. Tanto no texto impresso quanto digital, o ensino de gêneros dialoga com diferentes áreas, uma vez que as atividades de oralidade, leitura, produção textual e análise linguística têm como eixo central o gênero discursivo. Conforme Rojo (2013), precisamos dialogar sobre as novas formas de letramento que os gêneros digitais suscitam, trazendo em um mesmo texto diferentes semioses, novas possibilidades de leitura, dentre elas, a leitura hipertextual, como discutem Xavier e Marcuschi (2012). Este simpósio está ancorado na estilística do gênero, e busca reflexão sobre práticas de leitura e de escrita voltadas para os aspectos sociais da linguagem, que visam também, o debate sobre as relações dialógicas, intertextuais e interdiscursivas, ampliando assim, as reflexões sobre o ensino de gêneros que ultrapassem os aspectos formais, enquanto estrutura do gênero e da língua, priorizando a função social, questões de estilo e de atualização de sentidos em diferentes contextos de uso.

 Palavras-chave: Gêneros discursivos. Ensino. Leitura. Escrita.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 14

Discurso, linguagem e texto: práticas em Análise de Discurso

Coordenação: Luciana Maria Libório Eulálio-UESPI
Antônio Aílton Ferreira de Cerqueira (UFPI)

Este simpósio tem como objetivo apresentar pesquisas e discussões sobre o campo do discurso, englobando a Análise do Discurso de origem francesa, fundamentada em autores como Michel Pêcheux, Dominique Maingueneau e Ruth Amossy; a produzida no Brasil, com base nos trabalhos de Eni Orlandi; a Teoria Semiolinguística (TS), desenvolvida por Patrick Charaudeau; e a Análise de Discurso Crítica (ADC), a partir das reflexões de Norman Fairclough e Teun Van Dijk. Apesar de apresentarem distinções do ponto de vista epistemológico, teórico e metodológico, esses autores escolhidos consideram a linguagem como um fenômeno complexo que não se reduz ao manejo de aspectos como regras gramaticais; além disso, partilham da convicção de que os enunciados linguísticos são, essencialmente, produtos históricos, são acontecimentos; e que a língua é um instrumento portador de sentido e criador de vínculo social, por exemplo. Pretende-se discutir – através da análise de textos verbais, imagéticos e/ou multimodais, em Língua Portuguesa ou Línguas Estrangeiras – conceitos como gestos de leitura, efeitos de sentido, condições de produção, contrato de comunicação, gêneros discursivos e/ou textuais, ideologia e relações de poder. Dessa forma, a noção de discurso que se pretende acolher, neste simpósio, tem múltiplas filiações (pragmática, psicossociológica, retorico-enunciativa, ou socioideológica, por
exemplo) e é, necessariamente, pluridisciplinar.

Palavras-chave: Análise do Discurso – Efeitos de sentido – Condições de Produção – Contrato de Comunicação – Ideologia

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