Simpósios Temáticos

SIMPÓSIO TEMÁTICO 1

A ESCOLA EM TEMPOS DIGITAIS: (MULTI)LETRAMENTOS, TECNOLOGIAS, GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS

Coordenação: José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI) e Vicente Lima-Neto (UFERSA)

O conceito de escola e de prática educacionaltem mudado nas últimas décadas, visto que a escola saiu da formação erudita para a construção de habilidades. Nesse caminho, a participação dos indivíduos em práticas tecnológicas e digitais passou a ganhar ênfase, na medida em que diferentes grupos antes excluídos agora se encontram contemplados por políticas públicas de educação. Assim, a construção de caminhos para a atuação profissional constituem uma necessidade e um desafio ao qual o pensar pedagógico deve oferecer soluções. Para tanto, tecnologias digitais, práticas e concepções de ensino estão resultando em práticas educacionais cada vez mais emancipatórias e participativas. Ante a complexidade do fluxo de informações e a capacidade de influenciar hábitos promovidos pelas tecnologias, novos gêneros textuais são produzidos para atender às novas demandas. Para encurtar as fronteiras entre escola e sociedade, os usos digitais da leitura e da escrita vêm sendo a principal ferramenta nesse processo que tanto é inclusivo como capacitador. A vida digital e os usos dos textos digitais atravessam as práticas concretas em sincronismo e concretude e permitem, assim, a confluência de esforços no campo da leitura e da escrita, na medida em que a escola dá contornos sociais significativos ao fazer estudantil. Os projetos de letramento (leitura e escrita) associados às tecnologias oferecem a possibilidade de extrapolar o tempo de execução, além de requerer pouco ou nenhum recurso financeiro. Os celulares assumem funções primordiais, e os hábitos, culturas e modos de trabalho passam por meio dessa ferramenta a serem compartilhados em tempo real. Nesse sentido, este grupo de discussão pretende reunir pesquisadores e professores empenhados na articulação entre tecnologias e usos digitais nas escolas, envolvidos com práticas multiletradas, vinculados a diferentes vertentes teóricas (Análise de Gêneros, Semiótica Social, Gramática Sistêmico-Funcional, Análise de Discurso Crítica, Linguística Aplicada entre outras), que tenham como objetivo compartilhar experiências ou propor avanços teóricos ou epistemológicos para o ensino de línguas (materna e estrangeira) no Ensino Médio.

 Palavras-chave: Letramento. Tecnologias Digitais. Ensino de Línguas. Escola.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 2

A MULTIMODALIDADE EM DIÁLOGOS

 CoordenaçãoThaís Ludmila da Silva Ranieri (UFRPE/UAST) e Ivanilson José da Silva (PPGL/UFPE)

Em tempos atuais, o termo multimodalidade vem acompanhando as pesquisas voltadas aos estudos da linguagem, fazendo com que haja um aumento no número de investigações que partem de uma abordagem multimodal. Vale salientarmos que os recursos multissemióticos não são constitutivos exclusivamente de tempos atuais, eles são intrínsecos da linguagem humana, sobretudo nas interações face a face, desde sempre. Hoje, em especial com o advento das novas tecnologias, incluindo as chamadas mídias digitais, mais do que nunca vivemos em uma sociedade em que a articulação de semioses diversas, através de situações reais e/ou virtuais, se mostra presente em nossas ações cotidianas. Logo, ao nos reconhecermos como seres de linguagem, somos, por conseguinte, seres multissemióticos (NORRIS, 2012). Por essas razões, cada vez mais as pesquisas nas áreas de Letras e Linguística vêm se voltando para uma abordagem de cunho multimodal. Diante desse cenário, o presente Simpósio Temático se propõe a agregar trabalhos que tenham embasamento numa abordagem multimodal, tendo por foco os estudos do discurso e do texto, bem como que tratem de investigações em torno dos gêneros sob a ótica das mais diversas áreas da Linguística Funcional, tais como, a Linguística de Texto, a Análise do Discurso e a Linguística Sistêmico-Funcional (JEWITT, BEZEMER, O’HALLORAN, 2016). Posto assim, esperamos receber trabalhos que sejam fruto de pesquisas concluídas ou em andamento. Esperamos também por reflexões que abordem alguma discussão em torno dos conceitos de discurso, de texto, de gênero e de sua associação com os estudos multimodais que, por questões de ordem metodológica, tenham a investigação multimodal como ponto de partida.

Palavras-chave: Texto. Gênero. Discurso. Multimodalidade.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 3

AÇÕES INSTRUCIONAIS-COLABORATIVAS EM SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS SOBRE LEITURA E ESCRITA

Coordenação: Maria Angélica F. de Carvalho (UFPI) e Keyla Alves Pimentel da Silva (PPGEL/UFPI)

Reflexões sobre o ensino e o aprendizado da leitura e da escrita são pertinentes e constantes nos ambientes acadêmicos e, reforçadas em direcionamentos (PCN, 1998) para o ensino de língua portuguesa na Educação Básica. Em razão de inúmeras dificuldades encontradas no contexto de ensino-aprendizagem dessas práticas (IPL, 2016), torna-se necessário identificar o que fica perdido na travessia entre reflexão e aplicação. Parte desse trajeto no ensino se estabelece sob metodologias e ferramentas pedagógicas, tais como o livro didático e demais recursos empregados na elaboração e aplicação de atividades. Insucessos atribuídos aos alunos se ancoram na falta de correspondência ao que é produzido como ferramenta de ensino, mas é necessário ponderar essa resposta. Aponta-se a necessidade de (re)avaliar as instruções e conduções no ensino-aprendizagem da leitura e da escrita. Nesse cenário, é importante entrelaçar teorias e práticas de modo a somar conduções que evidenciem um processamento circular em ações descritivas, reflexivas e ativas. Nessa circularidade é possível contar com estratégias que possam ser mais bem desenvolvidas, elencam-se: elaboração de enunciados em atividades de orientação e de verificação leitora (CARVALHO, 2013; ARAÚJO, 2017); apresentação e objetivos para a aplicação de atividades na produção escrita, em inserções contextuais no uso da língua; ações interdisciplinares por meio de projetos (KLEIMAN, 1999) que envolvam a escrita e a leitura; dentre outras. No Simpósio “Ações instrucionais-colaborativas em sequências didáticas sobre leitura e escrita” abre-se um espaço de diálogos, cujo fundamento está na divulgação de estudos e práticas no contexto de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita, de modo a ampliar discussões. O objetivo principal do Simpósio é potencializar o debate sobre a escolarização da leitura e da escrita, avaliando como conduções pedagógicas, que tenham o aluno como protagonista, possam desenvolver sujeitos capazes de marcar sua singularidade (BAKHTIN, 1920/2006) nas ações diversas com a linguagem no mundo.

Palavras-chave: Texto. Leitura-escrita. Enunciados de atividades.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 4

DESAFIOS E POSSIBILIDADES NAS PRÁTICAS ESCOLARES COM O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Coordenação: Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI/PROFLETRAS/MESTRADO ACADÊMICO EM LETRAS) e Shirlei Marly Alves (UESPI/PROFLETRAS)

Como fortes marcas da tradição do ensino de língua materna, em nosso país, encontram-se a leitura vinculada à esfera literária, a escrita sem propósitos sociais e a normatização linguística calcada em uma visão redutora, privilegiando uma única norma considerada correta. Não há, portanto, espaço para mudanças ou variações linguísticas, sendo a língua tratada como homogênea e estática, e a leitura e a escrita pautadas pelo monologismo. Esse quadro vem se modificando com o desenvolvimento das pesquisas linguísticas, as quais deram subsídios para se repensar o ensino de língua, destacando-se os estudos da enunciação, que contribuíram para elucidar as dinâmicas envolvidas nas atividades linguageiras para além do estritamente linguístico.  Nesse sentido, no final da década de 1990, os Parâmetros Curriculares Nacionais orientam a abordagem da língua em uso, privilegiando-se o texto como objeto de estudo, com vistas à ampliação do conhecimento linguístico e discursivo com o qual o sujeito opera ao participar das práticas sociais mediadas pela linguagem. Schneuwly e Dolz (2004), mais recentemente, enfatizam que o gênero funciona como meio de articulação entre práticas sociais e objetos escolares, especialmente no ensino de textos orais e escritos. Tais concepções configuram um ensino de língua materna calcado nos diversos gêneros de textos, fortalecendo-se, assim, no trabalho escolar, a relação entre língua e sociedade.  Nessa perspectiva, o objetivo deste simpósio é reunir pesquisas sobre os gêneros textuais e sua relação com o ensino-aprendizagem nos Ensinos Fundamental ou Médio, dando visibilidade aos estudos sobre gêneros e suas contribuições para o desenvolvimento de competências relacionadas à leitura e à escrita. Primando pela heterogeneidade das correntes de estudo, serão aceitos trabalhos de pesquisa que tenham como escopo os princípios teórico-metodológicos do interacionismo sociodiscursivo, da teoria dialógica bakhtiniana, da sociorretórica e de outros atinentes ao tema.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 5

GÊNEROS ACADÊMICOS: CARACTERÍSTICAS E FUNCIONAMENTO EM PRÁTICAS SOCIOCOMUNICATIVAS

Coordenação: Bruno Diego de Resende Castro (UFC/Cataphora) e Emanoel Barbosa de Sousa (UFPI/UFC/Cataphora)

Este simpósio tem por objetivo promover discussões acerca de gêneros acadêmicos, sob diferentes concepções teóricas de gênero. Tendo em vista que as pesquisas sobre gêneros acadêmicos se encontram em franco desenvolvimento no Brasil e que estas possibilitam uma reflexão sobre o fazer científico, consideramos importante que os resultados de pesquisas desenvolvidas e em desenvolvimento sejam discutidos na comunidade acadêmica. Então, promoveremos discussões sobre como as características linguísticas e extralinguísticas estão imbricadas na composição dos gêneros acadêmicos, refletindo ainda sobre a produção, a leitura e a função social do gênero, que são opções para elaboração de trabalhos nesta área. Como as comunicações desse simpósio visam ao atendimento do objetivo mencionado inicialmente, sugerimos as seguintes questões para discussão: relação entre as características formais do gênero e o contexto acadêmico; análise de um gênero acadêmico, em relação à produção, à leitura e ao ensino desse gênero; função(ões) da organização retórica de determinado gênero; a influência da cultura acadêmica ou da cultura disciplinar no funcionamento dos gêneros, dentre outras. Acreditamos que as discussões deste simpósio podem contribuir para a área de estudo de gêneros, promovendo debates sobre a teoria e os métodos utilizados, difundindo diagnósticos sobre o que a comunidade espera dos produtores de gêneros na academia, bem como poder compartilhar com nossos colegas pesquisadores nossas experiências e resultados de pesquisas desenvolvidas por nós sobre essa temática.

Palavras-chave: Gêneros acadêmicos. Práticas sociocomunicativas. Leitura e Produção.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 6

GÊNEROS DISCURSIVOS E RELAÇÕES AXIOLÓGICO-DIALÓGICAS 

 Coordenação: Eliane Pereira dos Santos (UFMA) e Valdulce Ribeiro Cruz Sousa (UFPI)

O presente Simpósio Temático busca abrir espaço para discussão de trabalhos que abordem o estudo dos gêneros discursivos em diferentes esferas da comunicação: escolar, científica, jurídica, jornalística, religiosa, literária, etc.  Conforme Bakhtin (2003[1979]) todo enunciado se concretiza em forma de gêneros. Eles são constituídos de elementos relativamente estáveis: tema, estilo e forma composicional. De acordo com a teoria dialógica, os discursos são perpassados por ideologias e construídos dialogicamente nas relações de interação social. Pretendemos promover uma discussão sobre o modo como os gêneros discursivos orientam a construção dialógica dos discursos, refletindo sobre a relação entre o falante e seu destinatário (imediato ou presumido), sobre a relação de alteridade entre o eu e o(s) outro(s), e entre diferentes discursos ou textos. Assim, visamos discutir conceitos, tais como: dialogismo, heterodiscursividade, intertextualidade e polifonia. Para Bakhtin (2015[1934-1936] o estudo da língua não pode ser indiferente à sua natureza social, portanto, em contraposição a uma estilística tradicional (estruturalista), ele sugere a estilística do gênero, ou a estilística sociológica como único meio produtivo capaz de dar conta do estudo da linguagem em seus aspectos linguísticos e extralinguísticos. Alinhado a esse pensamento, Medviédev (2016[1928]) propõe o método sociológico como forma de superação do método formal. Embasado na teoria dialógica, o Simpósio Temático: Gêneros discursivos e as relações axiológico-dialógicas refletirá também sobre a importância do contexto extraverbal como elemento constitutivo do discurso, de modo que o material linguístico deve ser visto como meio e não como fim em si mesmo.

Palavras-chave: Gênero discursivo. Dialogismo. Interação. Discurso.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 7

GÊNEROS TEXTUAIS MULTIMODAIS E TECNOLOGIAS: ENSINANDO E APRENDENDO NO SÉCULO XXI

Coordenação: Francisco Wellington Borges Gomes (UFPI/UESPI/UnB) e Vânia Soares Barbosa (UFPI)

Os multiletramentos, enquanto práticas sociais de uso da linguagem, apresentam-se de formas diversas, de acordo com  diferentes contextos e situações comunicativas, sejam eles por meio de textos impressos, de textos digitais ou por meio de textos visuais, dentre outros, integrando  modos semióticos variados na construção da estrutura e do sentido textual.  Esses textos multimodais, cada vez mais presentes  no cotidiano das pessoas, tanto em ambiente escolar quanto fora dele, têm sido integrados dentro dos estudos da linguagem por suportes teóricos como a  Multimodalidade (KRESS, JEWITT, OGBORN, TSATSARELIS, 2001; KRESS, 2010), O letramento digital (LANKASHEAR, 1999; WARSCHAUER, 2011), e a Gramática do Design Visual (KRESS; VAN LEEUWEN, 1996), dentre outros, reconhecendo a necessidade de uma reflexão mais aprofundada sobre os conceitos de texto, linguagem e ensino.  Nesse  sentido, esse simpósio tem como objetivo contribuir para discussões sobre a presença, as características e os usos de textos multimodais em atividades multiletradas, sejam elas em ambientes formais e informais de interação, de ensino/aprendizagem de línguas,  e de formação de professores de línguas.  Dessa forma, convidamos para esse debate pesquisadores e educadores que tenham pesquisas e/ou relatos de experiências com o foco nos multiletramentos, notadamente no letramento crítico, no letramento digital, no letramento visual e no letramento multimodal em contextos de uso de língua materna e/ou estrangeira.

Palavras-chaves: Gêneros textuais discursivos. Multimodalidade. Tecnologias. Formação de palavras.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 8

GÊNEROS TEXTUAIS, REFERENCIAÇÃO E INTERTEXTUALIDADE

Coordenação: Franklin Oliveira Silva (UESPI)

Os fenômenos que envolvem a produção de sentidos dos textos tem provocado discussões teóricas e práticas que em muito contribuem para uma evolução da Linguística Textual, em especial as pesquisas sobre dois aspectos: o processo de referenciação e as relações intertextuais presentes nos mais diversos gêneros textuais. Os recursos multimodais, o ambiente virtual e o surgimento de novos gêneros ou mesmo a transmutação de gêneros já existentes suscitam a necessidade de reelaboração de conceitos além de novas investigações para descrever cientificamente tais fenômenos. A construção e a condução argumentativa, orquestradas por estratégias de textualização que atendam aos propósitos comunicativos do autor, sinalizam para mecanismos importantes que podem auxiliar na compreensão da produção de sentidos do texto. Nesse sentido, este simpósio pretende-se reunir trabalhos abrigados sob o enfoque teórico da linguística textual em sua vertente sociocognitivo-discursiva. Partindo de uma concepção que destaca a multiplicidade de fatores concernentes à produção e compreensão de sentidos, propomos um espaço de discussão e análises de diversos fenômenos textual-discursivos, a saber: referenciação, intertextualidade, argumentação e gêneros textuais. O objetivo deste simpósio reside, pois, na partilha de conhecimentos oriundos das investigações que contemplem tais fenômenos. Finalmente, o simpósio abriga as investigações que tratem do ensino de língua (materna ou estrangeira) com foco na mobilização de estratégias textual-discursivas para o desenvolvimento da competência comunicativa dos aprendizes.

Palavras-chave: Gêneros textuais. Referenciação. Intertextualidade.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 9

INTERFACES ENTRE ESTUDOS LINGUÍSTICOS DE LIBRAS E TEXTO, GÊNERO E DISCURSO

Coordenação: Maria Lourdilene Vieira Barbosa (UFPI/Cataphora) e Leila Rachel Barbosa Alexandre (UFPI/Cataphora)

Considerando que o evento Cogite (Colóquio sobre Gêneros e Textos) incentiva a reflexão sobre múltiplos olhares de texto, gênero e discurso, a proposta deste simpósio é promover um espaço de discussão entre pesquisadores, docentes, discentes e profissionais em geral que refletem a Língua Brasileira de Sinais sob um viés linguístico. As características das línguas de sinais permitem identificá-las com as demais línguas naturais, segundo Karnopp e Quadros (2007), uma vez que uma língua natural promove uma realização específica da faculdade de linguagem, com um sistema abstrato de regras finitas, que permitem a produção de um número ilimitado de enunciados. Entendemos que, ao se pensar a Libras do ponto de vista da ciência Linguística, na atualidade, é preciso se considerar as noções de texto, gênero e discurso, uma vez que se trata de noções que permeiam boa parte das pesquisas sobre língua/linguagem. A utilização efetiva do sistema linguístico de uma língua viso-espacial, com um fim social, permite a comunicação entre os sujeitos, que se dá por meio de situações concretas de utilização dessa língua. Logo, a comunicação por meio da Libras, por exemplo, dá-se, fundamentalmente, através da produção de textos sinalizados, que, semelhantemente às línguas orais, participam de gêneros textuais e são permeados por discursos. Karnopp e Quadros (2007) argumentam que as palavras faladas representam para as línguas orais o que as palavras sinalizadas representam para as línguas de sinais, de modo que os enunciados produzidos em línguas de sinais são representáveis em termos de uma sequência dessas unidades e se organizam seguindo as regras específicas do sistema linguístico a que pertencem. Os sinais não são imagens, mas símbolos abstratos complexos, com uma complexa estrutura interior, de organização e de combinação na comunicação efetiva. Cada sinal apresenta pelo menos três partes independentes, que são a localização, a configuração de mãos e o movimento, sendo que cada parte possui um número limitado de combinações. Neste simpósio, serão aceitos trabalhos que discutam aspectos linguísticos da Libras, voltados, especialmente, para a interação entre os sujeitos, incluindo a aplicação e a proposição de metodologias de ensino de Libras como L1 e/ou como L2 nas escolas.

Palavras-chave: Libras. Estudos Linguísticos. Texto. Gênero. Discurso.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 10

PRÁTICAS DE ENSINO DE LEITURA E ESCRITA: NARRATIVAS DA EXPERIÊNCIA DOCENTE EM SALA DE AULA

Coordenação: Digenário Pessoa de Sousa (Instituto Dom Barreto – IDB / CATAPHORA) e Láfity dos Santos Alves (Instituto Dom Barreto – IDB / CATAPHORA)

A linguagem se concretiza na interação social entre os sujeitos. Essa interação é fator crucial no processo de ensino-aprendizagem em sala de aula, uma vez que, no espaço escolar, por meio da interação, é possível ampliar a capacidade de leitura dos alunos, bem como ampliar a qualidade de escrita desses sujeitos sociais. Levando-se em conta o fato de que as práticas de linguagem ocorrem via gêneros (BAKHTIN,1992; SCHNEUWLY e DOLZ, 1999), o conhecimento ampliado de diferentes gêneros textuais, por consequência, deveria funcionar como um facilitador em atividades de leitura e, naturalmente, de escrita também. Dentro desse quadro, entende-se que qualquer tentativa de compreender a relação entre o conhecimento de determinados gêneros textuais e a influência que este conhecimento exerce nas práticas de linguagem é digna de atenção. Nesse sentido, este simpósio pretende ser um espaço para divulgação de projetos e experiências didáticas de leitura e escrita realizados no âmbito da esfera escolar, em quaisquer áreas do conhecimento. Também serão aceitos trabalhos resultantes de pesquisas que versam sobre as práticas de escrita e leitura de gêneros tanto na esfera escolar como na esfera acadêmica. O simpósio não priorizará uma única vertente teórica de estudo dos gêneros, de modo que serão bem-vindas propostas que se situem ou façam uso de princípios teórico-metodológicos das diferentes abordagens de gêneros.

Palavras-chave: Leitura. Escrita. Gêneros. Esfera escolar. Esfera acadêmica.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 11

A ANÁLISE DO DISCURSO E O ESTUDO DOS GÊNEROS

 Coordenação: João Benvindo de Moura (UFPI/NEPAD) e Maraisa Lopes (UFPI/NEPAD)

 Os estudos acerca dos gêneros textuais ou discursivos atravessaram os tempos e continuam a nos desafiar nas salas de aula e nas pesquisas científicas. Aristóteles já abordava a questão dos gêneros retóricos considerando-os como modos de organização dos discursos com a finalidade da persuasão. Bakthin nos propõe a classificação dos gêneros em primários e secundários. Para a Análise do Discurso, os gêneros são dispositivos de comunicação que só podem aparecer quando certas condições sócio-históricas estão presentes. De acordo com Maingueneau (2002) os gêneros de discurso pertencem a diversos tipos de discurso associados a vastos setores da atividade social. Assim, o autor apresenta a noção de cena de enunciação dentro da qual estão a cena englobante, que corresponde à definição mais usual de tipo discursivo; a cena genérica, através da qual se pode identificar o gênero discursivo e a cenografia que é a própria forma com que a cena é construída e legitima os dizeres. Por sua vez, Charaudeau (2009) propõe os modos de organização do discurso, quais sejam: narrativo, descritivo, argumentativo e enunciativo no interior dos quais se acomodam os gêneros discursivos. O objetivo desse simpósio é debater acerca da disputa e da produção de sentidos a partir dos diversos gêneros existentes, considerando, para tal, as diferentes teorias discursivas propostas por pesquisadores como Michel Pêcheux, Dominique Maingueneau, Patrick Charaudeau, Ruth Amossy e Norman Fairclough. Compreendemos, portanto, que a produção de sentidos não equivale apenas a reconhecer o “sinal”, a forma linguística, nem a um processo de identificação; outra dimensão igualmente importante é a interação dos significados das palavras e seu conteúdo ideológico, não só do ponto de vista enunciativo, mas também do ponto de vista das condições de produção, do contrato de comunicação, da prática social e da interação locutor/receptor.

SIMPÓSIO TEMÁTICO 12

DESCRIÇÃO E ANÁLISE DE GÊNEROS EM CONTEXTOS PROFISSIONAIS

Coordenação: Maria Inez Matoso Silveira (UFAL) e  Valfrido da Silva Nunes (IFPE)

É notório o crescente interesse pelo estudo de gêneros (“textuais” e/ou “discursivos”), especialmente os da esfera acadêmica e os do mundo digital. Paralelamente, há de se convir que as pesquisas sobre gêneros em ambientes de trabalho despontam como mais um campo de práticas discursivas que tem despertado a atenção de pesquisadores diversos, seja no Brasil, seja no exterior. A propósito, como afirmam Bawarshi e Reiff ([2010] 2013, p. 165-166), “quem estuda os gêneros dos ambientes de trabalho está interessado nos processos pelos quais os escritores aprendem gêneros e se iniciam na comunidade, como utilizam os gêneros na produção e transmissão do conhecimento e como os gêneros restringem ou possibilitam as ações sociais dos participantes nas organizações profissionais”. Ante isso, este simpósio tem como objetivo reunir e discutir trabalhos de pesquisa envolvendo descrições e análises de gêneros textuais/discursivos que circulam no mundo do trabalho, ou seja, nas esferas de atividades profissionais. Convém lembrar que a academia brasileira parece ainda não ter uma tradição consolidada de estudos textuais e discursivos relativos ao mundo do trabalho e à dinâmica das profissões. No entanto, sabe-se que as atividades empresariais e laborais (públicas e privadas), cotidianamente, são realizadas com o concurso efetivo da língua escrita, por meio de vários gêneros, os quais servem aos mais diversos propósitos comunicativos nesses domínios discursivos. Sabe-se também que os estudos produzidos nessa área têm seguido tendências teóricas e metodológicas diversas, tais como: (i) a tendência sócio-histórica e dialógica (Bakhtin; Volochinov, 1929; Bakhtin, 1953); (ii) a abordagem do Inglês para Fins Específicos (Bhatia, 1993; 2004); (iii) os Estudos Retóricos de Gêneros (Miller, 1984; Bazerman, 2004); (iv) as correntes sociointeracionista e sociodiscursiva (SCHNEUWLY, 1994); (v) o paradigma das Tradições Discursivas (KABATEK, 2005; 2012), além de estudos genéricos que envolvem outros aspectos linguísticos e funcionais dos gêneros, contribuindo, assim, para o desvelamento e o ensino instrumental dessas produções textuais/discursivas nas empresas, nas escolas técnicas, nos institutos federais e nas universidades.

Palavras-chave:  Análise de gêneros textuais/discursivos.  Contextos profissionais.  Língua escrita em ambientes de trabalho.

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