Simpósios Temáticos

SIMPÓSIO “PRODUÇÃO TEXTUAL, MULTILETRAMENTOS E LETRAMENTOS SOCIAIS”

Beatriz Gama Rodrigues (UFPI)
José Ribamar Lopes Batista Júnior (UFPI/LPT/CNPq)

Este Simpósio tem por objetivo ampliar o debate sobre atividades docentes que ao incluir diferentes (multi)letramentos em suas práticas, obtiveram resultados significativos no desempenho de alunos ou promoveram diferentes formas de inclusão social ou emancipação acadêmica ou econômica por meio da aquisição de novas competências. Serão aceitos trabalhos que discutam práticas leitoras e de escrita, relatos de experiências ou resultados de estudos analíticos, a partir de uma vertente teórico metodológica consistente.

SIMPÓSIO “GÊNEROS TEXTUAIS, LIVRO DIDÁTICO E O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA”

Yanna Liss Soares Gomes (UFPI)

A proposta deste simpósio é acolher pesquisas que tenham como ponto de partida a análise dos gêneros textuais na modalidade escrita e/ou oral, produzidos e que circulem nos meios de comunicação impressos ou digitais. Além disso, pretende-se discutir as propostas dos livros didáticos que sejam mediadoras para o ensino de língua materna. As propostas de comunicação deverão, portanto, apresentar resultados de estudos fundamentados em abordagens teóricas convergentes com a teoria dos gêneros textuais. Dessa maneira, busca-se promover o debate, no âmbito acadêmico, acerca dos gêneros textuais, das atividades de leitura e de escrita propostas pelos livros didáticos com vistas à reflexão das implicações para o ensino de língua materna.

SIMPÓSIO “DISCURSO E DIALOGISMO EM GÊNEROS I”

Eliane Pereira dos Santos (UFMA)
Valdulce Ribeiro Cruz Sousa (UFPI)

Este Simpósio Temático objetiva oportunizar um ambiente de discussão teórica e analítica, que considera o discurso em uma abordagem socio-histórica, com ênfase na teoria dialógica, possibilitando noções operatórias para análise dos gêneros e dos discursos. A teoria dialógica considera que a organização dos discursos acontece em forma de gêneros, os quais circulam nas diversas esferas comunicativas e em diferentes mídias. Neste sentido, propomos um espaço para divulgação de trabalhos que analisem discursos em diferentes contextos de interação social, tais como: escolar, jornalístico, digital e literário. Pretendemos promover uma reflexão sobre o modo como os gêneros textuais/discursivos orientam a construção dialógica dos discursos e a construção do sujeito, que nessa abordagem, é sempre social, formado na relação de alteridade entre o eu e o(s) outro(s), apontando, assim, para conceitos, tais como: dialogismo, intertextualidade e polifonia.

SIMPÓSIO “DISCURSO E DIALOGISMO EM GÊNEROS II”

João Benvindo de Moura (UFPI)
Maraisa Lopes (UFPI)

Os estudos acerca da natureza dialógica da enunciação têm origem com as teorias de Bakhtin e se consolidam com o surgimento da Análise do Discurso enquanto proposta teórica, buscando explicitar as diversas facetas da atividade comunicativa. A nossa compreensão acerca da enunciação somente se dá a partir do momento em que consideramos o movimento dialógico dos enunciados, em confronto tanto com os nossos próprios dizeres quanto com os dizeres alheios. Tais enunciados refletem as situações específicas e o objeto de cada uma das esferas da atividade humana, não só pelo seu conteúdo (temático) e pelo seu estilo verbal (seleção de recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais da língua), mas também, principalmente, pela sua organização composicional. Surgem, assim, os gêneros textuais ou discursivos como forma de organização da comunicação humana, cuja diversidade é determinada pela situação discursiva, pela posição social e pelas relações pessoais entre os participantes da comunicação. Os gêneros também admitem em sua estrutura uma determinada entonação expressiva que apresenta as marcas do conteúdo ideológico e de um contrato de comunicação estabelecido entre os sujeitos. O objetivo desse simpósio é debater acerca da natureza dialógica dos discursos nos diversos gêneros existentes, considerando, para tal, as diferentes teorias discursivas e/ou retórico-argumentativas, assim como os diferentes corpora. Compreendemos, portanto, que a produção de sentidos não equivale a reconhecer o “sinal”, a forma linguística, nem a um processo de identificação; o que realmente é importante é a interação dos significados das palavras e seu conteúdo ideológico, não só do ponto de vista enunciativo, mas também do ponto de vista das condições de produção e da interação locutor/receptor. A partir desta concepção, a relação entre discurso, dialogismo e gênero passa a ter importância crucial para os estudos linguísticos, tendo em vista que faz alusão à comunicação humana, à identidade dos sujeitos, à produtividade da língua, à organização da sociedade, às estratégias de persuasão, refletindo o talento na captação e expressão das ideias, das contradições, das ambiguidades e instabilidades próprias da humanidade em todos os tempos.

SIMPÓSIO “REFERENCIAÇÃO EM GÊNEROS”

Franklin Oliveira Silva (UESPI)

O presente simpósio tem como objetivo reunir pesquisas que abordem a relação entre os processos referenciais e os gêneros textuais na perspectiva da Linguística Textual. Trata-se de discutir questões relativas às formas e funções textuais e discursivas das estratégias de construção e reconstrução dos referentes nos diversos gêneros textuais, alinhando os fenômenos das introduções, anáforas, recategorizações e dos elementos dêiticos às peculiaridades dos gêneros textuais. Percebemos que essa relação se faz importante para conscientizar o usuário da língua sobre os principais mecanismos linguísticos e não-linguísticos envolvidos na produção dos sentidos do texto. Acreditamos que essa orientação teórica e didática deve propiciar um ensino de língua mais eficiente, especialmente a produção de textos e, dessa forma, os alunos podem reconhecer tais fenômenos, analisá-los e produzir efeitos de forma mais consciente . Para isso, ancoramos nossa proposta nos aportes teórico-metodológicos da referenciação (CAVALCANTE 2012, 2014; CAVALCANTE E LIMA 2013; SILVA 2013; ), bem como na perspectiva da Linguística Textual ( MARCURSCHI 2008; 2009; KOCH 2002; 2004; KOCH E ELIAS 2010). Enfim, esse simpósio tenta apresentar uma oportunidade para discussões por meio da articulação entre diversos trabalhos que apontem diferentes formas de contribuir para o aprofundamento dessas temáticas, colocando em debate os entraves e avanços existentes nas pesquisas sobre texto, gênero e referenciação.

SIMPÓSIO “ENSINO DE GÊNEROS EM CONTEXTO ESCOLAR: POSSIBILIDADES E DESAFIOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA”

Bárbara Olímpia Ramos de Melo (UESPI/PROFLETRAS)
Nize da Rocha Santos Paraguassú Martins (UESPI/PROFLETRAS)

No século XIX, as escolas preceituavam o ensino das Crestomatias, coleção de passagens literárias empregadas como textos de referência para o ensino de língua materna. Nessa época, não se concebia mudanças, nem variações linguísticas, a língua era tratada como homogênea e estática. Essa visão mudou, com o desenvolvimento dos estudos linguísticos. No final do século XX, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) apresentaram que o objeto de ensino e, portanto, de aprendizagem de língua portuguesa seria o conhecimento linguístico e discursivo com o qual o sujeito opera ao participar das práticas sociais mediadas pela linguagem. Nessa perspectiva, Schneuwly e Dolz (2004), mais recentemente, discutem a perspectiva de que o gênero funciona como meio de articulação entre práticas sociais e objetos escolares, especialmente no ensino de textos orais e escritos. Em consequência, o trabalho em sala de aula passou a privilegiar os textos e a teoria dos gêneros como mediação do ensino de língua materna. Assim, com a intenção de dar visibilidade aos estudos que tenham como foco a relação estabelecida entre os gêneros e o trabalho com o texto em sala de aula, verificando de que modo os gêneros contribuem para uma formação leitora e de escrita nos diferentes níveis e objetivos de ensino e visando estimular o debate entre os pesquisadores da área e outros pesquisadores interessados, o objetivo deste simpósio é reunir pesquisas que apontam os conhecimentos acerca dos gêneros textuais como facilitadores do processo ensino-aprendizagem de língua-materna nos Ensinos Fundamental ou Médio. Esclarecemos que este simpósio não tem como propósito discutir uma única linha teórica sobre gêneros, serão aceitas também propostas que tenham como escopo os princípios teórico-metodológicos do interacionismo sociodiscursivo e dos estudos bakhtinianos. Convidamos a todos os pesquisadores, que possam contribuir e explicar o caráter instigador do ensino dos gêneros em contexto escolar, atrelando-os aos estudos resultantes da formação continuada dos professores de Língua Portuguesa a enviar suas pesquisas para este grupo de trabalho.

SIMPÓSIO “GÊNEROS ACADÊMICOS: ASPECTOS LINGUÍSTICOS E EXTRALINGUÍSTICOS”

Bruno Diego de Resende Castro (UFC)

A concepção de gêneros que seguimos é pautada nos estudos de Miller (2009 [1984]), Swales (1990), Bakhtin (1997 [1979]), Bazerman (2006 [2004]) e Marcuschi (2008) e, por isso, entendemos o gênero como uma abstração que, ao materializar-se em textos, instancia características tanto recorrentes como dinâmicas, as quais são pautadas na esfera de utilização da língua (ou domínio discursivo). Considerando esses pressupostos, o presente simpósio tem por objetivo promover discussões sobre como as características linguísticas e extralinguísticas estão imbricadas na composição dos gêneros acadêmicos, refletindo sobre função, produção, leitura etc. Com o intuito de alcançar esse objetivo, as comunicações podem ser construídas em torno das seguintes questões: relação entre características formais e contexto acadêmico; análise de gêneros acadêmicos, em relação à produção, à leitura e ao ensino; função(ões) da organização retórica realizada em determinado gênero. Acreditamos que as discussões desse simpósio podem contribuir para a área de estudo de gêneros acadêmicos, promovendo debates sobre a teoria e os métodos utilizados para estudá-lo e sobre o que a comunidade espera dos produtores de gêneros na academia.

SIMPÓSIO “INTERFACES ENTRE ESTUDOS LINGUÍSTICOS DE LIBRAS E TEXTO, GÊNERO E DISCURSO”

Maria Lourdilene Vieira Barbosa (UFPI)

Considerando que o evento Cogite (Colóquio sobre Gêneros e Textos) incentiva a reflexão sobre múltiplos olhares de texto, gênero e discurso, a proposta deste simpósio é promover um espaço de discussão entre pesquisadores, docentes, discentes e profissionais em geral que refletem a Língua Brasileira de Sinais sob um viés linguístico. As características das línguas de sinais permitem identificá-las com as demais línguas naturais, segundo Karnopp e Quadros (2007), uma vez que uma língua natural promove uma realização específica da faculdade de linguagem, com um sistema abstrato de regras finitas, que permitem a produção de um número ilimitado de enunciados. Entendemos que, ao se pensar a Libras do ponto de vista da ciência Linguística, na atualidade, é preciso se considerar as noções de texto, gênero e discurso, uma vez que se trata de noções que permeiam boa parte das pesquisas sobre língua/linguagem. A utilização efetiva do sistema linguístico de uma língua viso-espacial, com um fim social, permite a comunicação entre os sujeitos, que se dá por meio de situações concretas de utilização dessa língua. Logo, a comunicação por meio da Libras, por exemplo, dá-se, fundamentalmente, através da produção de textos sinalizados, que, semelhantemente às línguas orais, participam de gêneros textuais e são permeados por discursos. Karnopp e Quadros (2007) argumentam que as palavras faladas representam para as línguas orais o que as palavras sinalizadas representam para as línguas de sinais, de modo que os enunciados produzidos em línguas de sinais são representáveis em termos de uma sequência dessas unidades e se organizam seguindo as regras específicas do sistema linguístico a que pertencem. Os sinais não são imagens, mas símbolos abstratos complexos, com uma complexa estrutura interior, de organização e de combinação na comunicação efetiva. Cada sinal apresenta pelo menos três partes independentes, que são a localização, a configuração de mãos e o movimento, sendo que cada parte possui um número limitado de combinações. Neste simpósio, serão aceitos trabalhos que discutam aspectos linguísticos da Libras, voltados, especialmente, para a interação entre os sujeitos, incluindo a aplicação e a proposição de metodologias de ensino de Libras como L1 e/ou como L2 nas escolas.

SIMPÓSIO “GÊNEROS JORNALÍSTICOS”

Digenário Pessoa de Sousa (IDB/ESMG)

No geral, o jornalismo representa um domínio discursivo bem consolidado, o qual é mantido e fortalecido em grande medida pela publicação de notícias e de outros gêneros vinculados a essa esfera social. As pessoas se acostumaram a ler jornais, a ouvir as notícias no rádio ou vê-las na televisão, de modo que isso foi se transformando na forma recorrente de ter acesso às informações “atuais”, vistas como recentes, importantes ou, até mesmo, bizarras. Mais ainda, esse hábito comum de “informar/informar-se” é perpassado por um conjunto de relações comerciais, políticas, ideológicas que são o fundamento último das práticas linguageiras arrolados no âmbito do jornalismo. Com o advento da internet, desenvolveu-se o hábito de acessar os portais jornalísticos para o consumo dessas informações, repetindo velhos hábitos e, ao mesmo tempo, incorporando a esses as novidades proporcionadas pelo meio virtual. Assim, haja vista a complexidade inerente a essa esfera de atividade, bem como sua influência incontestável no convívio social, este simpósio objetiva promover discussões de âmbito teórico e analítico acerca das práticas discursivas vinculadas à esfera jornalística, observando aspectos relacionados à utilização e ao funcionamento dos gêneros no jornal impresso, em revistas, na TV, no rádio e, ainda, na internet. Nesse sentido, pretende-se construir um espaço de reflexão, em que seja possível a divulgação de resultados e a discussão de pesquisas em andamento que estejam voltadas para análise e descrição de notícia, de editorial, de artigo de opinião, de carta do leitor etc., em abordagens de gêneros, como a Tradição Discursiva, os Estudos Bakhtinianos, o Sociointeracionismo Discursivo, a Sociorretórica, e ainda sob a perspectiva do Jornalismo e da Comunicação Social. A ideia é que os gêneros da esfera jornalística sejam discutidos a partir do seu real funcionamento social, de modo que seja considerada a correlação existente e necessária entre o funcionamento dos gêneros e a sociedade, envolvendo noções fundamentais como ideologia e cultura, dentre outras, que fornecem a base das relações sociais e intersubjetivas, em um mesmo espaço e momento histórico ou em espaços e épocas distintas.

SIMPÓSIO “GÊNEROS DIGITAIS”

Emanoel Barbosa de Sousa (UFPI/UFC)

O objetivo deste simpósio é promover reflexões tanto teóricas quanto metodológicas e analíticas a respeito dos gêneros digitais ou que migraram para o meio digital em virtude da grande expansão de atividades realizadas nesse ambiente. Sabemos que na atualidade estamos emersos em atividades realizadas por meio da linguagem em ambiente digital, dessa forma criando um lócus bastante extenso e representativo para o desenvolvimento de pesquisas que relacionam as práticas linguísticas, as práticas sociais e a influência do ambiente em que ocorrem essas práticas. Pretendemos com este simpósio fomentar a discussão acerca da análise de gêneros em ambiente digital e as possíveis contribuições teóricas e metodológicas para a realização desse tipo de pesquisa, assim como divulgar pesquisas já realizadas com essa temática. Em virtude de várias correntes teóricas possibilitarem a análise de gêneros, em ambiente digital ou não, não restringiremos as propostas de trabalho para esse simpósio a apenas uma dessas abordagens, ficando o proponente livre para escolher a que mais se adequa a sua proposta de estudo. Sendo assim, Sociorretórica, Socio-interacionismo discursivo, Língua para fins específicos, Estudos Bakhtinianos, Tradições discursiva, dentre outros, todos podem dar contribuições para a discussão a respeito da atuação dos gêneros em ambiente digital, bem como dos efeitos promovidos por esses gêneros na vida social da sua comunidade de usuários. Espera-se com esse simpósio contribuir para o aprimoramento dos métodos de investigação sobre os gêneros digitais, bem como proporcionar uma reflexão a respeito de como as teorias de gêneros veem a reestruturação de ações e até mesmo a “(re)criação” de atividades linguísticas realizadas nesse ambiente.

 SIMPÓSIO “MEDIAÇÃO TECNOLÓGICA NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS”

Francisco Wellington Borges Gomes (UFPI)
Lívia Fernanda Nery da Silva (UFPI)

Este simpósio tem como objetivo discutir práticas de ensino e aprendizagem de línguas (materna e estrangeiras) mediadas por Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Serão aceitos trabalhos de cunho teórico e/ou prático sobre o uso e aplicabilidade de tecnologias como ferramentas didáticas dos processos de ensino e/ou aprendizagem de línguas, assim como análises de eventuais transformações nas atividades linguísticas de professores e alunos por meio da mediação de tecnologias.

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